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Câncer de pele dobra risco de tumor

Ter tido câncer de pele dobra o risco de desenvolver outros tipos de tumor, relata estudo publicado neste mês no British Journal of Cancer de janeiro de 2009.
Segundo os pesquisadores, que avaliaram mais de 22 mil casos na Irlanda do Norte entre 1993 e 2002, as chances de ocorrência de um novo câncer, especialmente dos relacionados ao tabaco, duplicam nas pessoas que tiveram um melanoma (mais agressivo) e são até 57% maiores em quem teve um tumor do tipo não-melanoma.

O câncer de pele é o mais incidente no Brasil, com mais de 115 mil novos casos de não-melanoma em 2008 e quase 6.000 casos do tipo melanoma, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Há várias explicações possíveis para a relação com outros cânceres. A exposição ao sol é um importante fator de risco para todos os tipos de câncer de pele, então pacientes que desenvolveram um tipo têm mais risco de desenvolver os outros. O aumento de risco de tumores relacionados ao tabagismo pode ocorrer porque o fumo predispõe o câncer de pele assim como outros tipos de câncer, disse à Folha Marie Cantwell, do grupo de pesquisa em epidemiologia e prevenção do câncer da Queen´s University Belfast, na Irlanda do Norte, responsável pelo estudo.

Segundo Alexandre Leon Ribeiro, dermatologista do Departamento de Oncologia Cutânea do Hospital A. C. Camargo, o tabagismo aumenta a incidência do câncer de pele não-melanoma do tipo espinocelular, principalmente na região da cabeça, como na boca e na língua.

Isso pode estar envolvido com outros tipos de câncer, como o de bexiga, que também tem ligação com o fumo, afirma. Ele acrescenta que 10% dos pacientes que desenvolvem melanoma têm mutações genéticas que podem levar a outros tumores. O melanoma está associado ao desenvolvimento de câncer no pâncreas e no sistema nervoso central.

Isto é, o câncer de pele é um indicativo de que fatores externos ou genéticos estão modificando os mecanismos de reprodução celular, o que pode causar outros tumores. “O câncer é multifatorial: infecções virais, substâncias alimentícias, o álcool e o fumo, além da exposição ao sol, atuam modificando a ação imunológica do organismo”, explica Carlos Eduardo Alves dos Santos, dermatologista do Inca.

Diferentes riscos

O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição ao sol. Pessoas de pele branca, olhos e cabelos claros e que tenham sardas ou mais de 50 pintas espalhadas pelo corpo são mais vulneráveis.

O câncer não-melanoma é considerado menos perigoso, pois tem crescimento lento e, quando tratado no início, traz baixo risco de morte. Geralmente, atinge áreas que ficam cronicamente expostas, como rosto, colo e braços. No entanto, pode ser um sinal de risco para o tipo mais agressivo.

O melanoma age de maneira agressiva pois se prolifera rapidamente e pode gerar metástase em outras partes do corpo. Costuma aparecer em partes menos expostas, como tronco e membros, e ocorre como fruto de uma exposição aguda ao sol, que gerou bolha e queimadura.

A radiação ultravioleta do tipo B, mais presente das 10h às 16h, está mais ligada ao câncer, pois causa queimaduras, atinge mais a epiderme e altera o DNA celular, diz Santos.

O uso de filtros solares e a menor exposição ao sol no horário de maior risco reduzem as chances de câncer.

Camas de bronzeamento artificial também aumentam os riscos e devem ser evitadas. “Fazer bronzeamento artificial uma vez por mês ou mais aumenta o risco de câncer de pele em mais de 50% e, se realizado antes dos 35 anos, aumenta o risco de melanoma em 75%”, disse Marie Cantwell.

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março 29, 2009 Publicado por | 1 | , , | 3 Comentários

Dermoabrasão

3957_heroEsfoliação mecânica da pele utilizando lixas manuais ou elétricas para remover leões superficiais, cicatrizes, manchas e lesões pré cancerígenas. Podem também remover alguns pigmentos de tatuagens, total ou parcialmente.
O que é dermoabrasão?

Dermoabrasão ou o lixamento cirúrgico da pele, é um procedimento cirúrgico no qual o cirurgião dermatológico remove ou lixa a pele com um instrumento abrasivo rotatório ou lixas dágua, melhorando a superfície da pele e proporcionando uma aparência mais lisa.

Quando a dermoabrasão é indicada?

Quando foi inicialmente desenvolvida, a dermoabrasão foi usada predominantemente para melhorar cicatrizes resultantes da acne, catapora, e acidentes. Hoje ela também é usada para tratar outros tipos de alterações da pele como tatuagens, manchas da idade e alterações causadas pelo dano solar crônico, como o rugas profundas e degeneração pré-cancerosa.

O que acontece antes da cirurgia?

Antes da cirurgia, é feito um histórico e um exame cuidadoso, conduzido a fim de avaliar as condições da pele do paciente. O cirurgião dermatológico descreve os tipos de anestesia que serão usados, o procedimento e os resultados realistas que podem ser esperados. O médico também revisa tratamentos alternativos e possíveis riscos e complicações são explicados.

Fotografias são freqüentemente feitas antes e depois da cirurgia para ajudar a avaliar a melhora obtida. Instruções impressas pré e pós operatórias são dadas ao paciente. Medicação para prevenir a ativação de herpes simples poderá também ser receitada.

Como é feita a dermoabrasão?

A dermoabrasão pode ser feita no consultório ou no hospital e uma medicação para relaxar o paciente pode ser administrada antes da cirurgia. A área é totalmente limpa com um agente antisséptico de limpeza e em seguida infiltrada com uma solução anestésica. Um instrumento rotativo de alta velocidade com um disco abrasivo ou escova, remove ou lixa as camadas superiores da pele e melhora as suas irregularidades superficiais. Em alguns casos, um papel abrasivo pode ser usado e ungüentos calmantes e compressas são então aplicadas.

O que acontece depois da cirurgia?

Por poucos dias, a sensação é de uma pele severamente queimada pelo sol. Alguns medicamentos podem ser prescritos para aliviar qualquer desconforto que o paciente possa ter, mas a maioria das pessoas não experimenta uma dor severa.

Compressas especiais e aplicação de emolientes ajudam a acelerar a recuperação da pele. A cicatrização total geralmente ocorre em até dez dias.

A nova pele formada é rosa inicialmente e gradualmente retorna à aparência normal em 8 a 12 semanas. Maquiagem corretiva pode ser usada para cobrir a pele cicatrizada permitindo retomar as atividades normais entre 7 a 10 dias. Os pacientes são instruídos a usar protetor solar diariamente e evitar exposição desnecessária ao sol direta ou indiretamente por 3 a 6 meses.

Há complicações possíveis?

Cada pessoa cicatriza de modo diferente. Alguns indivíduos têm tendência a desenvolver áreas claras ou escuras após uma lesão na pele. Isto também pode acontecer após o tratamento com dermoabrasão. O seu dermatologista pode geralmente tratar o excesso de pigmentação com o uso de cremes branqueadores. Mas a pigmentação reduzida pode ser permanente.

Algumas pessoas podem desenvolver pele espessada em algumas áreas após a dermoabrasão similar ao quelóide.

Várias terapias como cremes e injeções de cortisona podem ser administradas para tratar este problema e ajudar a pele a retornar ao normal.

Pacientes com doenças de coagulação ou sangramento, cicatrização queloidal, imunossupressão ou usando ácido 13-cis-retinóico (isotretinoína) devem informar seu dermatologista.

Quais são as limitações da dermoabrasão?

Com a dermoabrasão não se pode esperar eliminar ou melhorar todas as cicatrizes em todos os pacientes. Algumas cicatrizes requerem o uso de outros procedimentos para obter melhores resultados. Isto inclui remoção cirúrgica cuidadosa de cicatrizes, seguida por pequenos enxertos de pele ou suturas. A dermoabrasão é então usada para alisar estas cicatrizes recentes, 6 a 8 semanas depois. Outros pacientes podem se beneficiar do uso de substâncias preenchedoras em conjunto com a dermoabrasão. Isto inclui colágeno injetável, ácido hialurônico ou gordura que são usadas para elevar cicatrizes deprimidas. Alguns pacientes podem se beneficiar de repetidos retoques de dermoabrasão nas áreas que não foram suficientemente melhoradas após o procedimento inicial.

O seu cirurgião dermatológico pode orientá-lo sobre a probabilidade de tratamentos adicionais, dependendo da condição específica da sua pele.

março 29, 2009 Publicado por | 1, Dermatologia | , , | 2 Comentários

   

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